Escola de Motoristas da Tomasi Logística é oportunidade para profissionais com pouca experiência

20 de março de 2021

 

Gilson Fernandes é natural de Araranguá, no Estado de Santa Catarina, mas foi criado na cidade de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. Filho de pai caminhoneiro, sempre teve o desejo de dirigir grandes veículos por longas distâncias. Antes de conhecer a Escola de Motoristas da Tomasi Logística, ele trabalhava em uma empresa de entrega de salgados. Realizava pequenas rotas entre o Rio Grande do Sul e o Estado do Paraná, e seguia desejando trechos mais distantes e desafiadores. Hoje, após passar pelos criteriosos testes e treinamentos, ele concretizou o sonho de criança.  

“Eu trabalhava com um caminhão câmara fria, e realizava apenas pequenos trechos entre RS, SC e PR, sempre naquele ‘bate e volta’. Fiquei sabendo da Escola de Motoristas e procurei a empresa para realizar meu sonho de viajar. Era um sonho que eu alimentava desde criança, graças ao meu pai caminhoneiro”, reforça ele. Gilson lutou, estudou e se aprimorou durante o curso e hoje conta com a confiança da empresa gaúcha de operações logísticas. Recentemente, a Tomasi Logística adquiriu novos caminhões. E ele foi um dos escolhidos para guiar a nova frota. 

Gilson, que é casado com Chiata Fernandese hoje mora em Porto Alegre, traçou como meta continuar adquirindo conhecimento e experiência dentro da Tomasi Logística para aprimorar o trabalho. “Estou muito feliz. E sempre agradeço pela oportunidade”, resume ele, que respondeu aos questionamentos da nossa equipe de reportagem durante uma viagem até o Estado de Goiás. “Estou aqui com o ‘carro novo’, um VW 19360 2020/2021. Já estou com mais de 30 mil quilômetros rodados. E quero seguir conquistando mais e mais experiência, dia após dia”, reforça o motorista que conquistou o sonho de viajar pelo Brasil.  

A Escola de Motoristas segue recebendo novos currículos. Quem estiver interessado pode encaminhar e-mail para o endereço rh@transtomasi.com.br.   

Detalhes do programa 

Diretora da área financeira e pessoal da empresa gaúcha de operações logísticas, Edi Tomasi detalha alguns critérios e etapas da Escolinha de Motoristas. Segundo ela, a ideia surgiu após diversas reclamações de candidatos sem experiência. “Eles se queixavam de poucas oportunidades no mercado de trabalho. E essa demanda tem aumentado. Ao mesmo tempo, a falta de profissionais com experiência e disponíveis no mercado é uma preocupação constante do mercado. Diante do quadro, percebemos a necessidade de criar o projeto e auxiliar no desenvolvimento dos novos profissionais.” 

O modelo tem agradado aos novos motoristas, garante Edi. Entre os pré-requisito para ingressar no treinamento, o candidato precisa possuir Carteira Nacional de Habilitação E, e também precisa passar nos testes psicológico e toxicológico. “O objetivo é garantir um perfil pleno para carregar as nossas cargas”, reforça ela. “Após essa etapa, e por meio de parceria, os novos motoristas realizam treinamentos no SEST/SENAT. São cursos de Direção Defensiva, Direção Econômica, Transporte Consciente, manuseio do tacógrafo, entre outros”, explica. 

A próxima etapa é o treinamento prático dentro da empresa. Os candidatos são acompanhados por um Gestor, que verifica as habilidades técnicas dos novos motoristas. Segundo Edi, a maioria dos alunos já possui habilidade para conduzir os veículos. O problema maior, informa ela, é a área comportamental. “Trabalhamos de forma muito intensa com o comportamento dos novos profissionais. Posso afirmar que a maioria dos nossos colaboradores é admitida pela habilidade técnica, e a maioria é demitida por erros comportamentais.” 

De acordo com Edi, o treinamento atenta para o bom atendimento ao cliente, especialmente, e também para reforçar a necessidade de uma boa relação entre gestores e colaboradores da Tomasi Logística. “Muitos motoristas possuem vícios e outros tantos não sabem lidar com o gestor. E viagens longas exigem um preparo psicológico ainda maior. Estamos sempre atentos a isso e o treinamento serve para corrigir defeitos e detectar motoristas que não se encaixam no perfil da nossa empresa”, reafirma. Por fim, os candidatos passam por novas avaliações e iniciam as viagens de maior distância. De forma gradual, e com acompanhamento inicial.  


Créditos: Agência Lente M